sexta-feira, 27 de maio de 2011
Inversão de valores
O Natal Luz segue sendo o assunto do momento na aldeia. Manifestações de toda ordem e defesa de interesses muito pessoais balizam externadas opiniões. A impressão que se tem é que estão querendo inverter a ordem natural de valores morais, onde quem denuncia, ou fiscaliza, é o bandido; e quem ignora ou desrespeita a lei é o mocinho. Não se está querendo que o evento seja tocado de forma gratuita. Nem relógio trabalha de graça. Contestável é tratar como privado, o que sabemos todos, é público. Me parece tão simples a solução que penso, realmente, que algo está errado nas contas. Por analogia, exemplifico um processo de investigação de paternidade, onde o investigado se nega ao exame de DNA. Obviamente que lhe pesará a presunção de autoria. Se nada teme, por que negar-se à prova? Se tudo é correto, claro, transparente e declarado na gestão do evento, qual o problema do MP fiscalizar? O quê exatamente incomoda o prefeito? Queria saber porque lhe perturba tanto a possibilidade de prestar contas do maior evento de Gramado. O Natal Luz, sustenta o prefeito, é privado, mas é da comunidade e, por isso, ninguém tem o direito de intervir (alguém pode me ajudar entender?). Então seria é um modelo misto mas de gestão e fiscalização privada? Interessante não?
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