sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Natal
Chegou o momento de comemorar a festa do bom velhinho. Consumismo nas alturas, muitos presentes e fartura à mesa. Eu particularmente me sinto pouco a vontade vendo as pessoas preparando a ceia à base de exageros. Tudo do bom e do melhor, importante que seja dos "importados", dá mais status. Pura futilidade. No meio que me criei, e onde hoje convivo, a ceia sempre foi simples, mas nem por isso menos solene. Como me ensinava o nono Pedro Bordin, "para que exageros num mundo onde teu vizinho pode estar passando necessidades"? O Natal, pra mim, é uma data triste, por isso sou avesso ao consumismo e aos apelos publicitários incitando a gastança. Todo dia é dia de Natal, traga isso na lembrança e vais me entender.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Morro do Alemão
Foi "experimentado" hoje pelo Presidente Lula, o teleférico do Morro do Alemão no Rio de Janeiro. Agora está explicado o porquê daquele aparato todo para tomar, dos traficantes, dias atrás, o controle da comunidade. Particularmente sempre julguei a ação cinematográfica e tinha certeza que o Estado seria capaz de controlar a bandidagem. Também disse que, presente o Estado cumprindo com sua obrigação básica, afastaria a marginália de qualquer local. Pelo jeito, para limpar os morros do Rio só instalando um teleférico em cada um deles. Triste e decepcionante constatação: atrás da ação policial, o interesse político.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Caos
Não é possível aos gramadenses conviverem com o verdadeiro caos que se transforma nossa cidade nos finais de semana durante o Natal Luz. O evento é lindo, importante e rentável para a cidade, mas o custo não precisa ser este. Os ônibus são hoje o "bode na sala". Inadmissível a permissão deles transitarem no centro, usarem nossas pacatas ruas para estacionamento e descarga de lixo e dejetos. É um abuso que reclama pronta solução. E aí Nestor? A comunidade te chama.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Explicando sem explicar
Depois da inesperada derrota para o Mazembe, os jogadores e comissão técnica do Inter não fizeram outra coisa senão dar explicações. A revolta da torcida, presente no estádio, deu-se pela não atenção, ou falta de cumprimento, dos jogadores aos milhares de torcedores que atravessaram o mundo para vibrar com o time. A explicação do Tinga foi de doer: " Tínhamos regras a serem cumpridas rapidamente". Ora, depois de cumpridas "as regras" da Fifa, será que não daria tempo para acenarem à torcida? Um simples gesto? Alguns passos e uma saudação? Eles, jogadores, tinham que aplaudir de joelhos os heróis da arquibancada. Garanto que amanhã, na decisão do terceiro lugar, eles vão lembrar deste "detalhe". Sei de muitos torcedores que optarão pela praia por conta dessa desfeita. Doeu mais a indiferença do que a derrota, porque perder é do jogo, e o descaso é conduta. O fiasco começou antes da bola rolar.
Quem explica?
Andando pelas ruas vejo certas coisas que custo a entender, por exemplo: carros, via de regra rebaixados e bem rodados, com o som numa altura que é impossível ao ouvido humano. Não entendo qual o motivo do sujeito socializar o som que poderia ser só dele. Outra coisa mais absurda e incompreensível ainda, é o cidadão possuir um carro com tração 4x4 e rebaixar. Qual a utilidade de um rebaixado 4x4? Deve ter a mesma serventia de cinzeiro em moto. Não entendo mesmo.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Opção
Os munícipes de Gramado deram a resposta: querem um presídio em solo gramadense. Quase 85% dos votantes menifestaram-se de forma favorável à casa prisional. A julgar pela realidade que vivemos, e os argumentos levados ao plenário, o sufrágio não poderia indicar outro resultado. Gramado é diferente em tudo. Inovador e criativo. Logo, criar um modelo de presídio e gestão que atenda estas peculiares qualidades locais passa a ser um desafio.
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