terça-feira, 30 de novembro de 2010
Constrangedor
Como muitos pais, eu também fui assistir minha filha no show de danças da professora Maria Alice no Centro Municipal de Cultura no último final de semana. Constrangido, e sem entender o porquê, tive que entrar pelos fundos, mais precisamente, pela porta de emergência. Mais indignado fiquei ao saber que o presidente da Câmara de Vereadores, a casa do povo, vedou o acesso principal em face de anteriores atos de vandalismo. Em resumo, sustentou o presidente da casa legislativa no JG, que decidiu controlar o acesso. Quero dizer Senhor Presidente, que não havia nenhum vândalo nem vagabundo por lá, mas cidadãos de bem, avós, avôs, pais e familiares das diversas artistas que emocionaram os presentes num belo espetáculo. A Câmara não é sua, a "conquista de 55 anos" também não é sua, tampouco alguém lhe outorgou direito de seleção. Se queres dar exemplo, comece pelo acesso principal da casa. Não esqueça que a cadeira que ocupas advém de favor político. Portanto, consideração e respeito é o mínimo que podes emprestar ao povo, que não o elegeu.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Rio de Janeiro
Contrariando todos, acho que o bem não venceu o mal na capital carioca, ainda. Não vejo o que comemorar. A meu ver, tomar o complexo do Alemão na marra e na força, era o mais fácil, até porque é impossível imaginar que aquela força tarefa, com inclusão das Forças Armadas, fosse perder uma batalha contra os vagabundos da favela. O mais simples, previsível e fácil foi feito. A bandeira da legalidade e da ordem foi fincada no alto do morro. O problema é mantê-la por lá, para sempre. A única forma de expulsar a bandidagem é, com a saída dos tanques, promover a entrada do Estado. Saúde, educação e segurança, são itens imprescindíveis na vida daquelas comunidades carentes. Estado ausente, traficante presente. Restou provado que com vontade política tudo é possível.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Gramadotur
E pelo jeito vai tomando corpo uma nova forma de gerir o turismo e os eventos da comunidade gramadense. Quando o prefeito afirma que tinha intenção deste modelo, e que iria colocar em prática no próximo ano, reconhece que a atual sistemática de administrar não é a mais correta. Precisou a comunidade e o Ministério Público exigirem transparência para que fossem feitas mudanças. Gostaria de ver a mesma e competente comissão à frente do Natal Luz. Afinal, poderiam comprovar, e provar, que seu talento, dedicação e amor à Gramado estão acima de qualquer suspeita. Conto com isso porque não tenho motivos para duvidar da entrega e capacidade do presidente e seus comandados. Aprovado o projeto de lei, estabelecidas as novas regras, levanto a bandeira pela volta do Luciano à frente do evento.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Não brinco mais
Quando eu era criança tinha um vizinho, cujo pai, era bem mais abastado que o meu. Por isso ele era o dono da bola e ditava as regras da pelada. Fazia questão de ganhar sempre, senão emburrava. Certa feita, veio vizinhar com a gente outro guri, cujo pai não era rico, mas era um cidadão de conduta muito correta e defendia o equilibrio nas relações em sociedade. Ainda que fosse numa simples pelada. Ocorre que este novo vizinho, este pirralho, talvez pela influência e exemplos de casa, resolveu que o jogo tinha suas regras próprias e, por isso, não era justo que o dono da bola fizesse as suas próprias para ganhar sempre. O resto da gurizada entendeu assim também, e resolveram exigir a transparência do regulamento. Resultado? o dono da bola não quis mais brincar.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Marido em casa
O recente acontecimento envolvendo a indicação do ex vereador Roque Tomazeli, para a Secretaria do Planejamento de Gramado, mostrou claramente que lá pelas bandas da Prefeitura "não tem marido em casa". O Prefeito roncou grosso, parou rodeio, bancou o "grandão" mas não levou. Pelo jeito o chefe da tropa ainda é aquele que saiu, mas deixou seus sabujos cuidando do terreno pra voltar no próximo pleito. Afinal, fazer o quê senão isso. Que gosto terá este o$$o tão cobiçado que é o poder?
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Inacreditável
Se me contassem, certamente duvidaria. Mas eu li no JG. Político da Região, comentando sobre a nova Presidenta do Brasil, disse: " Passei a acreditar que se pode fazer política com seriedade". Ah bom, antes tarde do que nunca né?
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